Praia Municipal Lagoa da Prata

Praia Municipal Lagoa da Prata

Av. Brasil - Centro - Lagoa da Prata

Avenida Brasil - Marília - Lagoa da Prata

Ele Morreu Para Nos Salvar Jesus Cristo

Ele Morreu Para Nos Salvar Jesus Cristo

Jesus Cristo Nosso Eterno Senhor

Jesus Cristo A Divina Providência

Jesus Cristo A Divina Providência

Adhonai O Senhor Soberano Senhor

Adhonai O Senhor Soberano Senhor
Yahweh Yeshua - Jesus O Salvador

Jesus Cristo O Rei do Universo Infinito

Jesus Cristo O Rei do Universo Infinito
Nosso Eterno e Soberano Senhor e Salvador

Lagoa 77 Anos de Emancipação Politico-Administrativa do Município

Lagoa 77 Anos de Emancipação Politico-Administrativa do Município

Câmara Municipal de Lagoa da Prata 17ª Legislatura

Vereadores da 17ª Legislatura 
Presidente da Câmara Quelli Cássia Couto 
Vice-Presidente Paulo Roberto Agostinho Pereira 
1ª Secretária Maria Aparecida Marcelino da Silva 
2º Secretário Fortunato Francisco do Couto 
Adriano Batista de Moraes 
Adriano Moreira Pinto 
Di-Gianne de Oliveira Nunes 
Edmar Nunes Miranda 
Iraci Antônio dos Santos


Portal do Centro Oeste Mineiro Pitanguí Completou em 2015 - 300 Anos

Parabéns Pitanguí Nos Seus 300 Anos de Emancipação Político-Administrativa 1715/2015
Mãe de Todas Cidades do Centro Oeste Mineiro
Dígna de Seu Tombamento Como Patrimônio
Cultural e Histórico da Humanidade! Parabéns

Pitangui, uma das primeiras cidades de Minas Gerais, completou em 2015, 300 anos. No ano de 1715, o lugar foi o sétimo a receber o título de "Vila de Ouro". Ao todo, foram Oito Vilas. Em 1855, a vila passou a ser chamada de cidade e daquele tempo em diante, restaram alguns casarões históricos e igrejas que misturam vários estilos arquitetônicos. O vilarejo que deu origem à cidade foi construído ao pé da Serra da Cruz do Monte – um dos pontos mais altos da região. "Antes de se tornar vila, essa terra abrigava escravos que figuram de expedições que vinham de Porto Seguro e entravam pelo norte mineiro em busca de ouro. Esses fugitivos foram os primeiros a encontrar o ouro em Pitangui", explicou o pesquisador José Raimundo Machado. "As terras que pertenciam ao chamado 'Termo de Pitangui', ao serem desmembradas, deram origem a cerca de 40 novos municípios, entre os quais Divinópolis, Itaúna, Carmo do Cajuru, Pará de Minas, Martinho Campos, Papagaios, Abaeté e muitos outros", explicou o historiador Raimundo da Silva Rabelo, autor do livro "No Payz do Pitanguy".
Pitangui ainda guarda parte da arquitetura de seus anos iniciais. Embora tenha sido parcialmente descaracterizada com a demolição de casarões e furtos de imagens sacras, altares e peças de adorno que ficavam no museu. Em 2008, parte do conjunto arquitetônico da área central foi tombado em caráter definitivo pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG). A partir de 14 de março de 2010, entrou em vigor lei que proíbe o tráfego de veículos pesados no núcleo histórico da cidade. Em 2015, a aplicação de uma nova camada de asfalto em ruas do Centro Histórico levantou uma polêmica na cidade sobre o limite para se fazer alterações em uma região protegida. O jornalista Marcelo Freitas, autor do livro "A Construção do Tombamento", detalhou o período anterior e posterior à decisão do órgão Estadual


Marília Lopes Podóloga em Lagoa da Prata


Cooperprata e Casa do Pecuarista nos 77 Anos de Lagoa da Prata

Cooperprata - Cooperativa dos Produtores de Leite de Lagoa da Prata
Missão: Estimular e promover o desenvolvimento das atividades dos associados, de forma justa, democrática e transparente.
Tel: (37) 3261-4200 / 9916-4212
Rua Manaus, 227 - Santa Eugênia
Casa do Pecuarista


Beneméritos de Lagoa da Prata: Zezé Macêdo e Dr. Luciano Pereira Filho


Testemunho:
 “Corria o ano de 1945 quando eu mantinha negócios na capital federal. Desde que me mudei de Lagoa da Prata, em 1940 – quando deixei de ser prefeito – e já residia em Belo Horizonte, de vez em quando ia lá para tratar de assuntos da empresa de que participava no Rio. Certo dia, via-me numa lanchonete carioca, na Barra da Tijuca, quando me encontrei com dois amigos bem conhecidos - de certa influência no Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Nesse contato, conscientizei-me da disponibilidade de cotas viáveis à instalação de usinas açucareiras bem como de destilarias de álcool, no país. Era um incentivo raro e interessante.
 *** Lutei pela causa, no IAA. Na ocasião, fui informado já terem sido destinados ao município mineiro de Dores do Indaiá 50.000 cotas destinadas a recursos nessa destinação. Comentei as qualidades de terras existentes aqui e falei do engenho existente na Olaria que já produzia aguardente deste 1920. 

Eram só terras boas. Das melhores da região. Falei que minha sogra era proprietária de muitos mil hectares de terras férteis aproveitáveis àquele fim. E que eu também que era dono da fazenda dos Coqueiros – herdada do meu sogro - que era continuação dessas mesmas faixas produtivas. Ficaram de estudar o caso e ordenaram a vinda de uma comissão do IAA a estudá-lo. Surpreendendo-me, tudo veio rápido e a conversa acabou gerando frutos muito importantes. Pois, vieram logo.  


*** Aqui chegando, visitaram as fazendas indicadas, principalmente a Capoeira da Cana (onde hoje existe a usina). 

O assunto teve seguimento. Resultado: até aquelas cotas destinadas ao endereço inicial migraram-se de rumo - vieram para Lagoa da Prata que obteve também igual número perfazendo 100.000, como início da participação na ideia. 

Confirmada a criação da usina com esse recurso inicial, procurei pessoas talvez interessadas e fui logo ao maior líder industrial conhecido na região: Jovelino Rabelo (e este trouxe um seu genro engenheiro para a orientação de tudo no começo desse mister: o Dr. Francisco Botelho Martins Vieira). Junto dele, fomos em busca de alguém ligado à questão e fomos convidando quem pudesse participar. *** Primeiro, trouxemos um dos maiores usineiros do nordeste – o pernambucano Fileno de Miranda – que veio e trouxe o Dr. Edgar Piereck (seu genro – que acabou tornando-se no seu porta voz) que era uma das maiores autoridades em usinas de açúcar e álcool; 

Trouxemos o Deputado Dr. Djalma Pinheiro Chagas, porque precisávamos de apoio político também (e ele além de aderir ao movimento, pôde indicar um seu sobrinho para prefeito – Dr. Geraldo Pinheiro Chagas, o qual dirigiu este município num curto período: de 26/11/45 a 11/02/46); então, recursando, valemo-nos de empresários e banqueiros belorizontinos onde encontramos José Caetano Drumond, Lauro Mourão Guimarães, Pacífico Pinto da Fonseca, Joaquim Afonso Rodrigues, Raul Guimarães, Domingos Ribeiro de Oliveira e Silva, Pedro Teixeira de Menezes Júnior e Érico de Paula além dos fortes participantes locais: a minha sogra Maria Bernardes Lobato a Dª Naná – (que era dona das melhores terras destinadas àquele fim), Carlos Bernardes Lobato e José Teotônio de Castro (o Zé Vital), os quais se tornaram nos primeiros membros de diretoria e do conselho fiscal. 


*** Houve uma sucessão de acontecimentos e muitas reuniões principalmente no Clube Recreativo. E, finalmente, coroando o trabalho dos primeiros passos dados – no seguimento da idéia surgida no primeiro semestre do ano anterior - foi constituída a Companhia Industrial e Agrícola Oeste de Minas para a 

exploração de suas atividades cujo objetivo era a instalação de uma usina açucareira com um anexo destinado à destilaria de álcool. Formalizou-se a sua constituição e logo foi Registrada a  Empresa na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais onde recebeu o número 29770, de 8 de agosto de 1946, dizendo-se criada no dia 3 desse mês e ano. O fato se deu nos primeiros dias do 2º semestre do ano de 1946. 
** Criada e instalada, veio a produzir após ser autorizada pelo IAA e assim funcionou durante longo tempo ostentando o nome fantasia de “Usina São Francisco. Para consolidar o objetivo e chegar-se a tanto, uma firma francesa, sediada em Paris – a Fives Lilly, encarregou-se do fornecimento e da montagem do Primeiro engenho destinado ao fabrico de açúcar (a usina propriamente dita). cujo trabalho ficou por conta de um técnico, vindo de lá, de nome Mr. León Cousar, enquanto o setor de instalação e produção de álcool (a destilaria) era dirigido por um encarregado da CODIQ – uma empresa paulistana, dirigida pelo seu encarrego conhecido pela alcunha de “Japão”, visto parecer-se japonês (não tendo me inteirado do seu nome).

Veio também, para dar início à produção, um prático experiente na produção de açúcar encontrado numa das usinas já existentes: o sêo Borges que era até chamado de Doutor. Desse jeito, foi-se indo até acontecer a primeira safra em outubro de 1948. Logo após iniciada a produção, a CIAOM  foi transferida aos domínios do grupo financeiro do Dr. Antônio Luciano Pereira Filho, ora sob a direção do seu pai: Cel. Antônio Luciano Pereira, que dela se tornou Diretor Presidente. Isto aconteceu em 26 de fevereiro de 1949 (conforme ata registrada na JUCEMG – nº 30.075 – em 19 de maço de 1949”

Segundo publicações e dados coletados,  a ideia de fundação da usina açucareira partiu de José Mendes Macedo, que foi o primeiro prefeito do município de Lagoa da Prata, emancipado no dia 27 de dezembro de 1938. 





Nascido no meio rural - Fazenda das Guaritas - município de São Gotardo/MG, Dr. Antônio Luciano fez curso de 2º grau no Colégio Arnaldo de Belo Horizonte e formou-se pela Faculdade de Medicina da UFMG. No início dos anos 50 do século passado, ainda muito jovem expandiu suas atividades para Lagoa da Prata, na companhia do pai. Graças ao seu espírito empreendedor é que o município se tornou um dos mais prósperos de Minas Gerais. A primeira safra da Usina Ovídio de Abreu, com sede em Lagoa da Prata/MG, ocorreu em outubro de 1948. O senhor Paulo de Castro, recém chegado da Itália, após participar da 2ª Grande Guerra Mundial, participou do transporte de cana para a usina, pois havia comprado um caminhão importado, da marca "Cargo". Em 26 de fevereiro de 1949, a então Usina Ovídio de Abreu foi vendida ao Cel. Antônio Luciano Pereira, que dela se tornou Diretor Presidente. Posteriormente, assumiu a presidência, Dr. Antônio Luciano Pereira Filho, que a transformou no império que é hoje. Vista da usina açucareira, que foi idealizada pelo 1º prefeito de Lagoa da Prata, José Mendes de Macedo. Teve também a participação do ex-prefeito, Dr. Geraldo Pinheiro Chagas, que administrou o município de 26/11/45 a 11/02/46).


Após concluir o curso de 2º grau, fez provas para a Faculdade de Medicina da UFMG e passou direto no vestibular. Formou-se médico, mas exerceu a profissão apenas por filantropia e amor aos mais humildes. Apesar de ter sido excelente médico, sua vocação foi mesmo com o comércio e a agroindústria. Soube como adocicar o mundo, transformando a matéria prima da cana de açúcar em riquezas para o município. Gerou milhares de empregos diretos e indiretos, Segundo Miguel Eugênio Guimarães Pio, "O Dr. Luciano foi colega na Faculdade de Medicina da UFMG do seu tio Tácito Guimarães, médico em Luz - MG - Aterrado, cujo Bispo era Dom Manoel Nunes Coelho -" A filha Ana Luciana comenta que seu pai geria quase todos os seus negócios. Admite que era centralizador, mas quando necessário sabia delegar poderes e em quem podia confiar. Tornou-se um dos empresários mais bem sucedidos do Brasil. Segundo relato do Sr. Joaquim Batista Neves,Dr. Luciano foi um homem de rara inteligência, grande visão de negócios, empreendedor e muito caridoso. Aos sábados, era comum de se ver uma enorme fila de pessoas que iam a sua "Casa de Campo", próxima de Lagoa da Prata, para receber ajuda financeira. E como era generoso nas doações! No entanto, era observador. Se em meio aos necessitados, percebia alguém de maiores posses, dizia com franqueza, mas sem humilhar: "Deixe a fila, porque você não precisa de ajuda. Vá tomar um cafezinho lá dentro." . Dr. Luciano sempre foi admirado por ser um cidadão de hábitos simples, dinâmico e empreendedor. Segundo contava seu admirador e amigo Juca Machado, já falecido e que foi empregado da família, desde os tempos do Coronel Luciano, Dr. Antônio Luciano, quando criança brincava como qualquer outro da sua idade, subindo em árvores, disputando corridas, jogando "peladas de futebol" etc. Entre os amigos de infância e em meio aos familiares era chamado carinhosamente de "Totoca". Cultivava o hábito de se alimentar moderadamente, embora tivesse mesa farta na casa de campo, onde quem chegava se deliciava com a enorme variedade de frutas e outras iguarias. Detalhe curioso: Para Dr. Antônio Luciano alimentar-se era questão de saúde e não de prazer. Certa vez, teria jogado fora a macarronada que estava sendo servida aos filhos, porque para ele alimento tinha que ser nutritivo. Sempre recomendava regime alimentar para as pessoas, porque entendia que a obesidade conduzia às doenças. Outro episódio interessante narrado por Anna Luciana - que nos honrou com sua visita em nossa casa de Lagoa da Prata - houve uma carta que Dr. Antônio Luciano teria escrito na cidade de Ouro Preto, onde estudou, dirigida a sua irmã acima de sua idade, na qual dizia: "Que saudades que eu tenho de nós dois aí no curral, quando um potro "deu de bunda" em nós, lembra!? O certo é que Dr. Luciano tinha muito apego à família. Sua riqueza gerou riquezas para muita gente. Empregou milhares de trabalhadores e criou oportunidades de negócios para um grande número de pessoas. Foi empresário vitorioso, mas não egoísta. Soube que desde os tempos de estudante em Belo Horizonte já trabalhava. Naquela época, as botinas fabricadas na cidade de Araxá eram famosas. Ainda adolescente, com a mesada que recebia do pai, comprava botinas naquela cidade e as revendia, com lucro em Belo Horizonte. Revendia também objetos antigos e de arte, adquiridos em fazendas ou cidades do interior mineiro. Com o tempo foi se aperfeiçoando no mundo dos negócios e se tornou o homem mais rico do Brasil, das décadas de 80 e 90. Dizem que chegou a ter mais de 80 mil imóveis em Belo Horizonte. Foi proprietário de quase todos os cinemas e teatros da capital mineira. Na região centro oeste de Minas Gerais, polarizou seus negócios na área industrial, após adquirir a Usina Ovídio de Abreu, que se transformou na Companhia Industrial e Agrícola Oeste de Minas, no ano de 1949. As terras que adquiriu ao longo da vida, abrangiam grande parte do município de Lagoa da Prata - chegaram a 2/3 do seu território e se estendiam a todos os municípios circunvizinhos, como Japaraíba, Arcos, Iguatama, Bambuí, Luz, Moema e Santo Antônio do Monte. Criou um verdadeiro império em Minas Gerais. Seus domínios se estenderam também a inúmeros outros municípios como São Gotardo, Urucuia, João Pinheiro etc. O sr. Joaquim Batista Neves, empresário do ramo comercial de Lagoa da Prata, comprou muito açúcar do Dr. Luciano, que sempre o tratou bem, com respeito e dignidade. Dr. Luciano foi casado oficialmente com Dona Clara Catapreta Luciano Pereira. O casal teve três filhos: Antônio Luciano Pereira Neto, Anna Luciana Pereira Gouthier e Clara Luciano Henriques. A empresária Anna Luciana, que hoje reside em Londres, seu pai, Dr. Antônio Luciano "não exerceu a medicina comercialmente, mas humanitariamente, sim, em lugares onde não havia atendimento médico, como Urucuia e Brasilândia. Antes de pousar com sua nave, Dr. Luciano dava voltas nos arredores da cidade e o povo anunciava: O Doutor chegou! Aos examinar os pacientes, se encontrava algum caso grave transportava o doente em seu avião para a Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, onde tinha conta corrente para lançamento de despesas hospitalares e médicas." A vida privada do Dr. Luciano não é o que mais buscamos nesta pesquisa. Muito mais nos interessa relatar com precisão, sem cunho jornalístico, menos ainda sensacionalista, sua importância para o desenvolvimento de vários municípios de Minas Gerais, especialmente Belo Horizonte e Lagoa da Prata. A título de informação, pelo quadro a seguir, teria tido ainda os seguintes filhos, que segundo Anna Luciana, são todos respeitados como herdeiros de direito pelos três filhos que compõem a família. Mas olhe bem, esta é uma lista oficiosa.
Segundo publicações e dados coletados,  a ideia de fundação da usina açucareira partiu de José Mendes Macedo, que foi o primeiro prefeito do município de Lagoa da Prata, emancipado no dia 27 de dezembro de 1938. 



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